A semana foi torturante para Ana. Ficou mais perto de Silvia, que sempre que ia se locomover, solicitava sua presença para ajudá-la com as coisas dela. E toda vez que ia entrar no carro passava a mão em sua nuca ou em seu rosto e a olhava com um olhar intenso. Ana controlava-se como podia, sentia seu corpo queimar de desejo, mas jamais poderia ceder a isso, pois sofreria muito. Sabia que qualquer coisa que Silvia quisesse nessa parte seria apenas diversão. E não desejava ser apenas mais uma na vida dessa mulher. Não mesmo. Jamais permitiria que algo acontecesse entre elas.
Na sexta-feira, Silvia abandonou as muletas. Ainda mancava um pouco, mas se sentia bem melhor. Marcou um jantar com Carmem, iria por fim ao relacionamento. Não se interessava mais por ela. Enquanto estava com o pé imobilizado não saíra nenhuma noite com ela. Nossa, nunca fiquei tanto tempo sem transar. Pensou preocupada.
Ana a estava esperando para levá-la ao restaurante. Quando viu Silvia, ficou quase sem ar. Ela estava divina em um vestido que evidenciava suas formas perfeitas. Silvia deu-lhe um sorriso que fez Ana quase desmaiar. Droga, preciso me controlar. Pensou Ana. E Silvia deliciava-se ao ver que conseguia mexer com Ana, deixando-a nervosa.
Chegaram ao restaurante e Ana ficou no carro, aguardando a hora de ir embora. Silvia entrou e Carmem que já a estava esperando, sorriu ao vê-la, levantou-se e a cumprimentou com beijinhos no rosto. Estava toda feliz, pois ficou duas semanas sem ver o seu amor. Silvia ficou séria durante todo o jantar e Carmem pressentiu algo. Não estava gostando do jeito frio de Silvia, não estava nem um pouco carinhosa. Enfim, Silvia resolve por um ponto final nisso.
- Carmem, eu nunca quis dar-lhe falsas esperanças com nosso relacionamento. O que eu quero dizer é que eu paro por aqui. Falou olhando para Carmem.
- Quê? Carmem disse assustada, com lágrimas começando a rolar pelo seu belo rosto. – Você está me dispensando? Pergunta aflita.
- Se você quer por nestes termos, sim... eu a estou dispensando. Silvia falou séria.
- Mas, eu te amo Silvia...
- Amor. Isso é balela. Falou Silvia meio brava.
- Me disseram que você era um coração de pedra, mas não quis acreditar. Carmem estava chorando.
- Olha, o meu interesse por você acabou, apenas isso. Justificou Silvia.
- Apenas isso... Era só sexo, né?
- Sim, era. E quando acaba o interesse não vejo razão em continuar.
- Um dia você vai ficar de quatro por alguém, e que essa pessoa te despreze. Falou Carmem com raiva.
- Humm... me rogando praga, é? Passe bem, Carmem. Adeus.
Silvia saiu da mesa, acertou a conta e foi para o carro como se nada tivesse acontecido. Seu alvo agora era Ana. Aliás, um belo alvo. Pensou totalmente excitada.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
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2 comentários:
Esta ficando cada dia melhor...estou curiosa pra saber onde vão chegar essas duas gostosas!!
Beijo
Minha querida autora,
Estou adorando seu conto, pena que os capítulos são tão curtinhos e eu fico mais ansiosa do que já sou.
Quero agradecer pelos bons minutos que tenho todos os dias quando leio os pedacinhos do seu conto.
Um abraço,
Telma
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