sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

5 - A entrevista

Ana sentou na cadeira e ficou de frente para a presidente. Meu deus, esta mulher é linda demais. Pensou Ana. A mulher deu uma rápida olhada em sua ficha e falou:

- Bom dia, Ana.

- Bom dia, Sra.

- Meu nome é Silvia e vejo que você tem ótimas referências para o emprego. Deu um sorriso e continuou. – Mas tenho uma curiosidade. Por que decidiu ser motorista particular?

- Bom, eu gosto do trabalho e sempre adorei dirigir. Dirigir pra mim é um prazer. Ana disse nervosa e tremendo por dentro. Era só por curiosidade dela que estava aqui? Pensou.

- Não é comum ver uma mulher fazendo este tipo de trabalho. Silvia comentou olhando intensamente Ana nos olhos.

- Sei que não é comum, mas pode ter certeza que faço-o muito bem, independente de ser mulher. Ana estava hipnotizada naquele olhar.

- Acredito nisto. Disse e presenteou Ana com mais um sorriso lindo. – Por que saiu do seu último emprego? Silvia quis saber.

- Eu trabalhava para o Sr. Antonio já há seis anos e ele veio a falecer, e como somente ele utilizava meu serviço, fui dispensada.

- Humm.. Entendo.

Silvia estava encantada com a beleza da mulher a sua frente. Era alta, tinha cabelos loiros e curtos, seus olhos eram castanhos. Era educada e estava nervosa, natural para a situação. Fez mais algumas perguntas que julgou necessárias e estava a ponto de concluir a entrevista.

- Ana, você colocou no seu currículo a sua pretensão salarial.

- Sim, coloquei.

- É o seguinte, eu exijo total dedicação ao serviço, ou seja, terão dias que você trabalhará quinze horas ou mais, terão outros que nem vai trabalhar, e você terá um dia de folga na semana, que poderá ser em qualquer dia, não necessariamente no final de semana. Em outras ocasiões terão viagens para minhas fazendas e eu vou com o motorista. Também exijo total discrição sobre minha vida. Por estes motivos eu remunero muito bem quem estiver trabalhando para mim. O salário que eu pagarei é oitenta por cento maior que a sua pretensão.

Silvia disse observando a reação de Ana, que sem querer acaba arregalando os olhos de surpresa. Silvia acha graça da reação de Ana e sorri intimamente e diz: - Então o que você me diz?

- Entendi perfeitamente, D. Silvia. É justo.

- Aceitaria trabalhar pra mim, nestes termos?

- Sim, aceitaria.

- Ok. Vou analisar os três candidatos e decidirei até amanhã qual irá ocupar a vaga. Caso seja a escolhida, receberá uma ligação amanhã avisando-a.

- Ok. Estarei aguardando.

- Obrigada por vir. Silvia disse estendendo a mão para Ana que retribui o cumprimento. Ana sente um arrepio percorrer seu corpo, a mão da mulher é macia e quente. Desfaz o contato e sai da sala ainda nervosa, mas seu nervosismo não era mais por causa da entrevista e sim pela intensidade do olhar da mulher. Agora entendia porque os outros dois homens saíram com cara de feliz, o salário era maravilhoso e a mulher belíssima.

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