quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

30 - Acerto final

Silvia saiu apressada do quarto. Não suportou ver Ana sorrindo para aquela mulher. Ficou se corroendo de ciúmes. Resolveu que era melhor sair a ficar presenciando a cena. Droga, nunca tivera ciúmes antes, por ninguém!

Não conseguiu conversar direito com Ana. Precisava saber o que Ana pensava sobre o seu amor. Estava cansada, resolveu que iria para casa. Estivera no hospital e no hotel por todo este tempo. Não tinha dormido nada a noite anterior e agora o cansaço estava aparecendo. Foi para casa e tomou dois comprimidos para dormir. Capotou por vinte horas seguidas. Quando acordou estava desnorteada. Dormiu quase um dia inteiro. Decidiu que não iria ver Ana hoje. Talvez amanhã. Tentou voltar ao trabalho, mas não conseguia se concentrar. Ana não saia dos seus pensamentos.

Amanhã chegou e não foi visitá-la de novo. Resolveu “ir” de outra forma. Novamente seu dia foi chato, vazio. Como Ana fazia-lhe falta. Como ela preenchia o seu dia. Decidiu que amanhã iria vê-la e conversaria com ela. Tinha que resolver isso, pois não agüentava viver assim, nessa indefinição.

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Ana estava sentindo falta de Silvia. Já fazia três dias que não a via. Estava desesperada querendo vê-la. No dia anterior tinha recebido um enorme buquê de rosas vermelhas de Silvia. Ficou hiper feliz, mas ela não apareceu. Será que ela não viria mais? Droga, porque simplesmente não dizia a ela que a amava também. Agora ficava nessa agonia. Não conseguia mais viver sem Silvia. Dane-se o medo! Eu a amo. Preciso dela!

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Silvia foi ao hospital ver Ana. Quando Ana a viu, quase explodiu de felicidade. Silvia estava meio séria. Cumprimentou Ana.

- Como você está, Ana?

- Agora estou bem melhor. Por que você sumiu? Ana perguntou encarando Silvia.

- Porque não queria impor minha presença a você.

- Eu amo a sua companhia, tá.

- Ama só a minha companhia? Silvia pergunta encarando Ana com seu olhar triste.

- Não. Ana responde sorrindo.

- Não?!

- Eu amo você também Silvia. Ana se declara sorrindo.

Silvia sente uma felicidade imensa ao ouvir Ana dizer que a amava também. Lágrimas de felicidade rolam pelo seu rosto.

- Silvia, vem cá.... Ana diz e se abraçam fortemente.

- Podemos... namorar? Silvia pergunta timidamente, depois de um tempo.

- Humm.. Está me pedindo em namoro? Ana diz sorrindo.

- Sim, você aceita?

- Aceito, mas com uma condição.

- Qual? Pergunta Silvia curiosa.

- Sou muito ciumenta, e se eu ver você com rabo de olho para outra mulher, ficarei muito brava. Ana disse fingindo brabeza.

- Sua boba. Só tenho olhos para você.

- Acho bom.

E se beijam apaixonadamente. Ficam um bom tempo trocando carícias. Ambas sentem-se nas nuvens.

No dia seguinte, Cássia aparece de novo para visitar Ana. Quando ela chegou, Silvia ficou se roendo de ciúmes, mas mesmo assim saiu do quarto. Ana não lhe dissera nada sobre ela. Também não se lembrara de perguntar. Droga, sobre o que estariam falando? Pensava agoniada. Sua vontade era entrar no quarto e ficar possessivamente ao lado de Ana. Tinha descoberto que era extremamente ciumenta.

Quando Cássia saiu, entrou no quarto logo em seguida. Estava séria e encarou Ana, que se assustou e perguntou:

- O que aconteceu, Silvia?

- Quem é essa mulher?

- É a Cássia, minha amiga e minha ex-namorada. Está com ciúmes? Ana perguntou entendendo a reação de Silvia.

- Estou sim, tá. Responde brava.

- Uau, minha mulher é ciumenta. Ana diz rindo. – Vem cá, meu amor, vem. Diz e abre os braços. Silvia se aconchega nela. – Olha Silvia, só tenho olhos para você também, tá. Só existe uma mulher que quero amar e essa mulher é você. Certo? Diz e dá um beijo apaixonado em Silvia, ambas sentem seus corpos se inflamarem de desejo. Silvia, tomada pelo desejo, diz:

- Quero você, agora.

- Meu amor, eu não posso. E alguém pode aparecer, tem sempre enfermeira entrando. É arriscado demais.

- Fecho a porta, elas não entram sem bater e será rápido. Dá um sorriso sacana e faz isso.

- Uma rapidinha! Você é uma maluca. Ana diz rindo.

- Sim, sou maluca sim, maluca por você.

Silvia volta para Ana e a beija com paixão, beija seu pescoço, seu rosto. Sente o seu cheiro. Acaricia o corpo de Ana com carinho e cuidado, suspende a camisola sem-vergonha modelito padrão e suga os seios de sua amada. Ana geme ao sentir a boca de Silvia em seus seios. Está sedenta de amor, completamente molhada e enlouquecida. Não agüentando a vontade, pede que Silvia a penetre logo, pois está ansiosa pelos seus carinhos e por sentir prazer. Silvia desce sua mão até o sexo de Ana, que facilita a exploração abrindo a perna boa e Silvia a penetra, com carinho, intensifica os movimentos levando Ana para a explosão de seu corpo num orgasmo intenso, delicioso. Ficam olhando-se apaixonadamente. Beijam-se novamente. Silvia a ajuda a vestir novamente a camisola. Nisso batem na porta e logo em seguida a enfermeira entra. Foi por pouco. Ambas se encaram e riem.

- Pelo visto perdi a piada. A enfermeira diz sorrindo.

- É, acabou de perder. Silvia diz rindo.

A enfermeira aplica algumas injeções em Ana e logo em seguida se retira.

- Sua maluca, ela quase pega a gente pecando. Ana diz rindo.

- Uau, vou querer pecar sempre. Silvia diz caindo numa gargalhada.

Ficam conversando até Ana voltar a dormir, pois acabou ficando cansada.

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