Silvia e a outra mulher, Bianca, transavam loucamente. Silvia, em alguns momentos não se sente à vontade com ela e pensa em Ana. Fantasia estar com ela ali. Ficam um longo tempo se explorando mutuamente, até se cansarem.
- Quem é Ana? Pergunta Bianca.
- O quê? Silvia pergunta assustada.
- Ana, quem é? Insiste Bianca.
- Ninguém. Silvia responde não gostando da pergunta.
- Humm... Ninguém. Uau... queria ser esse ninguém. Você me chamou várias vezes de Ana, Silvia. Confesso que não é nem um pouco agradável ser “usada” desta forma, mas como meu tesão por você era grande, deixei fluir.
- Desculpe-me , eu... eu... nem percebi.
- Ok. Sem problemas. Sou uma mulher sem grilos. Agora vou te dar um conselho.
- Conselho?! Por quê? Silvia se espanta.
- Tá na cara que você está apaixonada por essa mulher.
- Apaixonada? Eu?
- Sim, Silvia. Você está apaixonada. Meu conselho é que resolva-se com essa mulher e vá viver o amor.
- Mas eu não estou apaixonada. Silvia diz tentando se convencer.
- Hahahahaha... Me engana que eu gosto. Silvia, Silvia, acorda pra vida mulher. O cupido te flechou de vez.
- Não. Isso é impossível.
- Bom, o pior cego é aquele que não quer ver. Bianca dá um beijo na boca da Silvia e se veste. – Vou embora e nem se preocupe, pegarei um táxi. Dá outro beijo. – Foi maravilhoso. Tchau.
- Tchau.
Silvia fica ali, parada, sentada na cama, pensando no que Bianca dissera. Eu, apaixonada? Não, isso era impossível. Era imune a isso. Sim, claro, a chamara de Ana porque fantasiara estar transando com Ana. Só por isso. Bianca estava errada. Completamente errada. Levanta-se e se veste. Acerta a conta e sai.
Silvia vê Ana no carro dormindo, sente um aperto no peito. Nunca fizera isso de vir ao motel com motorista. Descobriu ter feito uma bobagem. Novamente olhou para Ana, sentiu uma vontade imensa de dar um beijo nela, sentir de novo o gosto da sua boca, o calor de seu corpo. Precisava se controlar, não estava apaixonada. Deu leves batidas no vidro. Ana acorda e sai rapidamente do carro e abre a porta para Silvia. Sente um certo alívio ao ver que a outra não está mais junto. Silvia entra no carro e então vão em direção à casa. Chegando lá, Silvia diz:
- Ana, só vou precisar do seu serviço de novo à tarde. Silvia olha os olhos dela com o olhar triste.
- Sim, senhora. Ana percebe a tristeza no olhar de Silvia e sente vontade de abraçá-la. E recrimina-se por ter esta vontade. Ela não merecia o seu amor. Não mesmo!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
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