Ana chegou em seu quarto, pegou uma roupa limpa e seca e foi direto ao banheiro. Precisava de um banho bem frio. Tinha que acabar com essa vontade imensa, com esse desejo. Não conseguia acreditar no que tinha acontecido. Silvia simplesmente a atacara. E queria transar comigo, uma simples empregada! Não entendia essa mulher, pois ela poderia ter quem ela quisesse e foi se engraçar justamente comigo. Mas não cederia, nunca! Não seria mais uma conquista dela. Ia ser muito difícil resistir, pois a queria muito, quase cedera. Mas tinha que se preservar, senão iria sofrer muito. Tinha que ter seu amor próprio.
Deixou passar um tempo e retornou para terminar de lavar os carros. Silvia não estava mais por perto.
Silvia, logo após Ana sair, foi para seu quarto também. Andava em círculos. Estava incrédula com a rejeição. Sentiu que Ana a queria também, mas não entendia porque ela a rejeitara. Nunca uma mulher a rejeitara. Nunca! Sempre conseguiu o que queria. Estava sem saber como agir. Sentia seu coração apertado. Não entendia esta sensação. Sentiu um prazer indescritível ao beijar Ana. Quase tivera um orgasmo com apenas um beijo. A pele de Ana em contato com a sua a queimava, a alucinava. Tinha que admitir, nunca desejara tanto uma mulher como estava desejando Ana. A teria em sua cama ou não se chamaria Silvia.
Era quase madrugada e Ana não estava conseguindo dormir. Sentiu fome e resolveu ir até a cozinha comer alguma coisa. Sabia que não tinha nenhum empregado na casa, somente a D. Silvia, que devia ter saído. Resolveu ir do jeito que estava mesmo, só de babydoll. Chegando na cozinha, fez um sanduíche e estava comendo-o. Silvia aparece sem fazer barulho, Ana não a vê, está em pé, de costas para ela. Silvia se delicia com a visão que está tendo. Ana está extremamente sexy. Ah, Ana, você vai ser minha. Silvia pensa totalmente excitada.
- Boa noite, Ana. Silvia fala com a voz rouca, demonstrando sua excitação.
- Hããnn... Ana se vira rapidamente e vê Silvia vestida com uma camisola curta de seda. Fica sem ação por alguns segundos. – Bo... Boa noite. Ana não esperava vê-la mais até terça-feira.
Silvia vai até a geladeira e pega uma tigelinha cheia de morangos suculentos. Volta-se e olha Ana intensamente. Leva um morango até a boca, passa a língua suavemente nele e o abocanha.. continua encarando Ana, que se sente hipnotizada. Aproxima-se de Ana, que dá automaticamente um passo para trás.
- Aceita um morango, Ana?
- Não... obr...obrigada, D. Silvia. Vou dormir. Boa noite. E sai em disparada para o seu quarto.
Silvia diverte-se com o nervosismo de Ana. Na próxima você não me escapa, Ana. Pensa levando outro morango até a boca e se delicia com ele pensando em como se deliciará com o corpo de Ana.
Não se viram mais no final de semana, e segunda-feira foi folga de Ana que tratou de ir para casa matar as saudades de sua mãe.
Na terça-feira, Ana estava de prontidão ao lado do carro aguardando Silvia. Ana estava receosa, pois não sabia como ela iria reagir. Esperava que ela não a demitisse, pois precisava muito do emprego. Silvia aparece e Ana sente o corpo arrepiar, ela está linda. Silvia a olha nos olhos e Ana se perde na imensidão verde e ela dá-lhe um sorriso daqueles de desarmar qualquer pessoa e diz:
- Bom dia, Ana.
- Bom dia, D. Silvia. Ana está com o corpo tremendo e abre a porta do carro para ela entrar.
- Vamos direto à empresa. Fala olhando nos olhos de Ana. – Ah, amanhã iremos para uma das fazendas. Deixe o carro preparado... e mais uma coisa, não precisa ir de uniforme.
- Sim, senhora.
O carro usado para ir às fazendas era um utilitário com tração nas quatro rodas, já que a estrada nem sempre estava em ótimas condições.
Ana sente-se aliviada, pois Silvia parece reagir como se nada tivesse acontecido. É, se tivesse cedido, agora seria apenas mais uma lembrança. Pensou Ana amargurada, com o coração pequenininho dentro do peito.
Chegam na empresa e Ana volta à rotina anterior que tinha antes de Silvia torcer o pé. Agradece por não precisar ficar tanto tempo ao lado dessa mulher. Ela era tentação demais.
sábado, 12 de janeiro de 2008
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