Ana ainda dormia no sofá, eram duas horas da tarde e o telefone tocou. Deu um pulo, assustada e o atendeu com o coração aos pulos.
- Alô.
- Boa tarde, eu gostaria de falar com a Ana.
- Sou eu. Ana falou tremendo.
- Ana, aqui é Célia, estou ligando sobre a vaga de motorista particular. Você foi a escolhida.
- Que maravilha! Ana não cabia em si de tanta felicidade. Seu coração batia descompassadamente dentro do peito.
- Parabéns, Ana.
- Obrigada, Célia.
- Ana, quero que você venha amanhã cedo no endereço que vou te passar, para providenciarmos todos os documentos e exames necessários a sua contratação. E em uma semana a D. Silvia a quer trabalhando com ela.
- Sim, Célia. Estarei aí amanhã.
Célia passou o endereço da casa de Silvia para ela comparecer no dia seguinte. Ana estava eufórica, pulava de tanta alegria. Parecia uma criança que acabara de receber o brinquedo que tanto queria. Saiu da sala chamando sua mãe, parecia uma louca. Sua mãe estava no quintal.
- Mãe, mãe...
- O que foi, Ana?
- Me chamaram. A vaga é minha. Ana pulava de alegria.
- Oh, minha filha, que notícia maravilhosa. Sua mãe a abraçou.
- Sim, mãe, é maravilhosa. E amanhã vou lá para providenciar tudo para a contratação.
- E quando você começa a trabalhar?
- Daqui uma semana.
- Parabéns, Ana. Você merece a vaga e merece ser feliz. Sapecou um beijo na bochecha de Ana.
- Obrigada, mãe. E sapecou um beijo em sua mãe também.
Na manhã seguinte, Ana estava na casa de Silvia, no horário combinado com Célia. A casa era uma mansão belíssima, com um jardim muito bem cuidado. Seus muros eram cobertos com hera. Era situada num terreno extenso. Ana ficou impressionada com a imponência do lugar. Célia a levou até sua sala e entregou a Ana a relação de todos os documentos a serem apresentados juntamente com as requisições dos exames médicos a serem realizados no laboratório do setor de recursos humanos do frigorífico.
Célia explicou que ela passaria a morar na casa e que teria uma folga por semana. E que quando viesse na quarta-feira da semana seguinte que trouxesse uma mala com roupas e pertences pessoais. Ana saiu da casa flutuando de felicidade. Tinha conseguido um emprego e ganharia muitíssimo bem. Não cabia em si, tamanha felicidade que sentia. Lembrou de D. Silvia e sentiu um estremecimento pelo seu corpo. Sentiu a boca seca ao pensar que ia trabalhar para esta bela mulher.
sábado, 5 de janeiro de 2008
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