quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

20 - Se distraindo...

Ana não conseguira dormir esta noite. Sentiu-se péssima por ter rejeitado Silvia. Seu coração doeu ao ter que rejeitá-la. Mas sabia ter sido a melhor atitude a ser tomada. Como a queria. Como amava esta mulher. Tinha certeza que agora iria ser demitida. Sentiu-se atormentada com isso. Precisava distribuir novamente seu currículo. Não ia ficar esperando nem mais um minuto. Amanhã seria seu dia de folga e faria isto. Precisava sair de perto desta mulher.

Ana estava esperando Silvia para levá-la à empresa, isso se não fosse demitida. Era o que estava esperando acontecer. Silvia aparece linda como sempre.

- Bom dia, Ana. Diz séria e como se nada tivesse acontecido.

- Bom dia, D. Silvia. Ana diz, abrindo a porta do carro e se espantando com a frieza dela.

- Antes de ir à empresa, quero passar no escritório do Dr. Guilherme. Diz olhando nos olhos de Ana, que vê um olhar frio.

- Sim, senhora. Responde Ana, sentindo seu corpo gelar. Agora era apenas uma questão de tempo ela me demitir. Pensou.

Dia seguinte, de folga. Ana já tinha ido em algumas agências de emprego e deixado seu currículo. Também o deixara em sites especializados na Internet. Achava que seria sumariamente demitida. Mas, com exceção do olhar frio de Silvia, tudo foi igual. Sentia-se mal por não ter cedido, mas sabia ser a mais sábia decisão. Precisava se preservar. Tinha o seu amor próprio. Não era brinquedo para a diversão de ninguém. E logo Silvia estaria com outras mulheres. Este pensamento sangrava seu coração. Não sabia como reagiria ao vê-la com outra mulher. Seu telefone toca. Atende.

- Alô.

- Ana? É Cássia.

- Oi, Cássia. Tudo bom? Diz. Era sua ex.

- Tudo. Tá sumida, hein.

- Muito trabalho e só tenho um dia de folga na semana.

- É, sua mãe me falou e disse que seria hoje.

- Sim, isso mesmo. Mas o que você quer, Cássia? Foi direta. O que sua ex queria com ela? Perguntou-se.

- Eu tô ligando pra te convidar para um cineminha hoje. O que acha?

- Hummm... Hoje? Não tinha pensado em sair.

- Ah, vamos. Deixe de ser caseira, mulher. Vai ser divertido.

- É... Acho que tô precisando de diversão. Vou sim. Que horas? Perguntou e pensou que não teria mal algum em sair com ela, aliás, até lhe faria bem, pois precisava distrair-se, e a companhia de Cássia era divertida.

- Que tal a sessão das dezoito horas? E depois poderíamos sair para comermos alguma coisa.

- Humm... Perfeito. Em qual cinema?

- Que tal no de sempre? Cássia diz e solta uma gargalhada.

- Tá bom. Ana ri também. - Combinado então, nos encontramos lá.

- Beleza, tchau. Um beijo.

- Tchau, outro.

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