Silvia não consegue dormir, já são quase três horas da manhã. Não consegue parar de pensar em Ana. Só de imaginá-la longe da sua vida ficava aflita. Quando ficou sabendo que ela estava procurando outro emprego ficou desesperada. Resolveu chamá-la imediatamente e ter uma conversa com ela. Ela não podia sair... da sua vida. Sentia uma necessidade imensa dela. Queria sentir o calor de seu corpo. Num ato de desespero, levanta-se e vai em direção ao quarto de Ana.
Para em frente à porta, seu corpo treme inteiro. Está com febre. Antes de bater, resolve ver se a porta está trancada e a porta se abre. Entra em silêncio. Se aproxima da cama e com a pouca claridade, consegue ver Ana dormindo. Sente uma enorme vontade de chorar. Senta-se na cama bem devagar. Sente as lágrimas escorrerem à vontade pelo seu rosto. Começa a soluçar. Ana acorda e leva alguns segundos para entender o que está acontecendo.
- D. Silvia, o que aconteceu? Pergunta abraçando-a. Silvia não responde e continua a chorar descontroladamente. Ana a aconchega em seus braços.
- Deixe eu ficar aqui com você. Silvia pede entre soluços.
- Sim, eu deixo. Ana diz e percebe que ela estava com febre. Estaria doente? Pensa.
Ana deita e traz Silvia junto a si. Silvia fica por cima, abraçada ao corpo de Ana. Aos poucos se acalma e em seguida dorme.
Ana fica preocupadíssima. O que aconteceu com Silvia para ela agir assim? Parecia uma criança chorando. De manhã descobriria o motivo. Abraçou-a mais forte. Deu um suave beijo em seu rosto. E estava adorando estar com ela em seus braços. Custou para pegar no sono.
Quando Ana acordou de manhã, percebeu que Silvia já estava acordada. Resolveu perguntar o que aconteceu.
- Silvia, o que aconteceu? Quer me contar?
Silvia levanta seu rosto e olha para Ana, dá um leve sorriso e pergunta:
- Por que você não quer ficar comigo? Pergunta direta.
- Ficar com você? Como assim? Ana questiona não entendo a pergunta de Silvia.
- Por que me rejeitou? Silvia pergunta encarando Ana.
- Silvia, você pediu apenas uma noite. Foi o que eu pude te dar. Desculpe-me, mas sou extremamente romântica, tem que rolar sentimento. Não costumo transar por transar. Entende?
- Não, não entendo.
- Eu vou ser sincera com você. Vou abrir meu coração. Você quer apenas se divertir, eu não. Eu desejo construir uma história, viver o amor. Me apaixonei por você, mas não permito que queira se divertir comigo. Consegue entender?
- Eu não te prometi amor. Silvia diz encarando Ana.
- Eu sei, por isso me afasto.
- Eu te desejo tanto. Silvia fala tentando beijar Ana, mas Ana não permite.
- Você só me deseja. Eu não quero isso.
- Eu não sei amar.
- Sinto muito, Silvia. Sinto mesmo.
Silvia se levanta, vai até a porta, abre e sai. Ana fica no quarto, sente seu coração triste. Queria tanto que Silvia a amasse, mas era um sonho impossível.
sábado, 19 de janeiro de 2008
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Um comentário:
Gata...seus contos são perfeitos, todo dia venho correndo pra casa esperando um novo capitulo.
Leio seus contos des do Fogo Incontrolavel...Amei tds!
Parabéns...pena que são tão curtinhos e acabo ficando mais anciosa! rs...
Bejinhus gata!
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