Quando Silvia acordou, levou um susto. Dormiu muito. Precisava voltar ao hospital. Chegando ao hospital, foi informada de que Ana já estava instalada num quarto. Ficou feliz e foi até lá.
Entrou no quarto e viu que Ana dormia serenamente. Ficou observando-a dormir. Como amava esta mulher. Sentia seu coração quente com essa constatação. Não a deixaria jamais sair da sua vida. Custara a entender o que lhe acontecia, mas descobrira e o que mais queria era viver este sentimento. Tivera um medo imenso ante a possibilidade de perdê-la. Fez um leve carinho no rosto de Ana e deu um suave beijo em seus lábios. Ana continuava dormindo. Silvia resolveu tomar algumas decisões práticas. Saiu do quarto e ligou para Célia.
- Célia, sou eu, Silvia.
- Sim, D. Silvia.
- Eu preciso que você contrate outro motorista para mim.
- E Ana? Perguntou Célia assustada.
- Tenho outros planos para Ana. Ela não será mais minha motorista.
- Ok. Vou providenciar isto.
- Célia, verifique se um daqueles dois motoristas ainda está disponível. Se estiver contrate-o.
- Verificarei.
- Tenho urgência nisso.
- Certo.
Silvia desliga o telefone e vê a mãe de Ana se aproximando.
- Bom dia, D. Josefa. Silvia a cumprimenta dando-lhe um abraço e dois beijinhos no rosto.
- Bom dia, D. Silvia. Como está minha pequena?
- Já está no quarto. Está melhor, e se recuperando bem.
- D. Silvia. Josefa pega nas mãos de Silvia e a olha com os olhos marejados. – Quero agradecer-lhe por tudo que tem feito pela minha menina. Ela é a única pessoa que eu tenho neste mundo.
Silvia dá-lhe um abraço e diz:
- D. Josefa, tivemos um grande susto e o pior já passou. Eu faria o impossível para ver Ana bem.
- Eu sei. O que você fez por minha filha, a gente não faz por qualquer pessoa, eu digo, essa dedicação integral. Eu... vejo... amor em seus olhos. Você ama minha filha, não é? Josefa deixa Silvia sem ação com a pergunta. – Desculpe-me por perguntar, assim, direto.
- Bom... eu... sim, eu amo sua filha. Declara Silvia, assustada e ao mesmo tempo encantada com a perspicácia daquela senhora.
- Só te peço uma coisa. Faça minha Ana feliz. Ela merece.
- Sim, D. Josefa, eu farei isso.
- Bom. Deu um sorriso. – Vou entrar e ver minha menina.
- Sim, deixarei vocês sozinhas. Diga a ela que eu estou aqui, por favor.
- Direi sim.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
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