quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

4 - Alegria de ser chamada

- Mãe, mãe.... Ana estava eufórica e chamando a sua mãe.

- Que foi Ana. Que desespero é esse? Perguntou sua mãe.

- Mãe, tão me chamando pra fazer uma entrevista. Ana pulava de alegria.

- Sério, minha filha? Que coisa mais boa. Sua mãe disse e levantou as mãos para o céu.

- Boa não, é ótima.

- E pra quem você vai trabalhar? Sua mãe quis saber.

- Ainda não tenho certeza. Mas mãe, é só a entrevista por enquanto, isso não significa que consegui a vaga.

- Ô menina de pouca fé. Acredite que a vaga será sua.

- Ah, mãe. Disse abraçando sua mãe. – Só você pra me deixar assim, confiante.

- E quando é essa tal entrevista?

- Será amanhã, às nove horas. Vai ser naquele frigorífico grande que temos aqui na cidade, o Frigorífico Azevedo.

- Oh, minha filha, que bom. E você vai ser motorista do dono?

- Ô mãe, já disse que não consegui a vaga ainda e se conseguir não sei pra quem é.

- Você vai conseguir, menina. Acredite!

E Ana passou o dia todo eufórica e ansiosa para o dia de amanhã. Quase não conseguiu dormir de tão ansiosa que estava.

No dia seguinte, Ana saiu cedo de casa para não perder o horário da entrevista. Vestiu um terninho, botou um perfume leve, pegou sua bolsa e foi confiante para a mesma. Ao chegar na empresa foi encaminhada para a sala da presidência. Estava impressionada com a suntuosidade da sala. A secretária estava em sua mesa trabalhando. Apresentou-se a ela. Ela pediu que aguardasse. Viu que tinha mais dois homens aguardando para fazer a entrevista também. Sentiu um certo desconforto. E se o dono não a aceitasse por ser mulher? Pensou, ficando aflita. Era óbvio que a vaga era para ser motorista particular dele. Estava ficando muito nervosa. Suas mãos suavam. Detestava quando ficava assim.

A secretária atendeu o telefone e pediu que um dos homens entrasse na sala do presidente. O homem entrou e ficou lá por uns quarenta minutos. Saiu de lá com uma cara aliviada e feliz. Logo depois a secretária atendeu o telefone e pediu que o outro homem entrasse na sala. Ana estava quase tendo um troço de tão nervosa que estava. Por que ficara por último? Perguntava-se. Não se lembrava de ter ficado tão agoniada com uma entrevista de emprego. Estava nervosa demais, pois precisava desesperadamente do emprego, aliás todos os três precisavam. Depois de aproximadamente quarenta minutos o homem saiu da sala também com cara aliviada e feliz. E ela agoniada. Caraca, não vou resistir a esta entrevista. Pensava. A secretária atendeu de novo o telefone e pediu que ela entrasse na sala. Suas pernas pareciam chumbo. Entrou na sala e não acreditava no que via. Uma mulher linda, com magníficos olhos verdes, estava sorrindo para ela. Retribuiu o sorriso, mas estava muito nervosa. A mulher pediu que ela se sentasse.

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