terça-feira, 8 de janeiro de 2008

10 - Proximidade

Era sábado de manhã. Já que estou na chuva, é para me molhar. Pensou Ana, então resolveu que ia curtir a praia. Pôs seu biquíni e saiu, pelo menos ia tentar pegar uma corzinha.... riu, pois isso era difícil de conseguir. Ficou um tempinho deitada na toalha e resolveu que ia dar uma volta pela praia. Levantou-se, pegou suas coisas e saiu para caminhar.

Silvia que não estava distante de onde Ana estava, a viu. Ficou admirada com a visão que teve. Se achou Ana sexy de uniforme, sem ele então estava um arraso de mulher. Um tesão. Seu corpo reagia àquela visão. Sentia-se atraída por Ana. Estava ciente disso. Quando estava no carro, sua vontade era passar a mão, beijar a nuca de Ana. Desejava Ana. Olhou para sua amante deitada, pegando sol, e percebeu como ela ainda era imatura. Era uma ótima amante, mas não passava disso. Já estavam juntas há cinco meses, e sentia estar perdendo o interesse nela. É, talvez chegasse o momento de por fim em mais este relacionamento. Pensou e voltou a olhar para Ana, que ia longe. Diacho, por que essa mulher mexe tanto comigo?

Domingo. Início da tarde. Silvia escorrega com o tapete e torce fortemente o pé. Dá um grito de dor e Carmem aparece para ver o que aconteceu. Silvia está sentada no chão.

- Meu amor, o que aconteceu? Perguntou Carmem toda preocupada, agachando-se ao seu lado.

- Torci o pé. Está doendo muito.

- Vamos para o hospital. Vou chamar a motorista.

- Faça isso, por favor. Disse Silvia com o rosto contraindo de dor.

Logo em seguida Ana aparece, vestida com camiseta e shorts.

- D. Silvia, o que aconteceu? Perguntou, também preocupada.

- Eu escorreguei e torci o pé. Me leve ao hospital.

- Claro. Vamos, eu te ajudo.

E ajudou Silvia a se levantar, passou o braço dela pelo seu pescoço e a abraçou de lado. Foram caminhando lentamente, pois Silvia não conseguia nem encostar o pé torcido no chão. Ana ajudou-a a entrar no carro e se não fosse a dor que estava sentindo, Silvia a teria agarrado e beijado ela, tamanha vontade que sentiu. Já sentira desejo por muitas mulheres, mas Ana conseguia mexer com ela de uma forma diferente, intensa. Carmem entrou no carro também.

Ao chegar no hospital, Ana providenciou uma cadeira de rodas e ajudou Silvia a se sentar nela. Foi atendida logo em seguida.

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