Silvia acorda e se aninha nos braços de Ana. Está tão gostoso ficar ali. Sente-se protegida com este aconchego. Ana provocara nela sensações intensas, que nenhuma mulher conseguira fazê-la sentir. Levanta-se e senta-se na cama. Observa Ana dormindo. Conseguiu o que queria. Conseguiu sua noite com Ana, mas por que este aperto no coração? Sente vontade de voltar aos seus braços, mas precisa voltar ao seu quarto. Veste suas roupas sem fazer barulho e vai até a porta. Volta a olhar Ana dormindo. Engole em seco. Por que sente o coração dilacerar? Por que esta dor? Pergunta-se. Droga, por que isso? Sente uma lágrima rolar pelo seu rosto e prontamente a enxuga com a mão. Abre a porta e sai em silêncio.
Meia hora depois, Ana acorda e percebe que está sozinha. Seu peito se aperta e sem querer, chora. Tivera seu grande amor por apenas uma noite. Ia guardar esta lembrança com muito carinho, para sempre. Pelo menos Silvia fora sincera, não lhe prometera amor eterno. Sabia dos riscos ao topar a idéia. Nunca fora adepta de transar somente por transar. Agora era levar sua vida adiante, acostumar-se a nunca mais tê-la em seus braços e resistir caso ela tentasse outra vez. Sim, resistir, porque senão se machucaria ainda mais. Deveria estar feliz, radiante, mas não estava. Sentia uma imensa tristeza ao constatar que fora apenas mais uma rápida aventura na vida de Silvia. Uma página virada na vida dela. Como trabalhar com ela a partir de agora? Como vê-la todos os dias sabendo que nunca teria seu coração? Como, meu deus, sobreviverei a isso?
Levanta-se, toma um banho e veste suas roupas. Vai à cozinha para tomar seu café da manhã. Retornariam para casa antes do almoço, após Silvia acertar alguns detalhes com o administrador. Ainda não a vira. Resolveu sentar na varanda e esperá-la.
Avistou-a ao longe. Estava com o Sr. Fernando. Ficou observando-a, ela era linda. Seu corpo reagia só ao vê-la. Como faria para esquecer esta mulher? Como esquecer seus beijos? Como esquecer o calor de seu corpo? Como? Ana perguntava-se com o coração extremamente triste.
Eles se aproximam, ainda conversando. Silvia a vê, e sente um arrepio gostoso percorrer seu corpo. Sentiu-se molhada. Só em ver Ana ficava assim. Encerrou sua conversa com o administrador e aproximou-se de Ana.
- Bom dia, Ana. Cumprimenta-a perdendo-se naquele olhar castanho.
- Bom dia, D. Silvia. Ana mantém o olhar. Como doía-lhe olhar para ela e saber que fora apenas mais uma diversão. E ainda agia como se nada tivesse acontecido.
- Ana, prepare o carro. Vamos retornar. Silvia diz.
- Sim, senhora. Ana levanta-se para buscar as malas e as coloca no carro. Fica aguardando Silvia.
Silvia se despede de algumas pessoas e entra no carro.
A viagem foi no mais completo silêncio. Silvia fazia de conta que analisava alguns papéis e na maioria das vezes apenas contemplava a paisagem. Não entendia porque estava triste. Sempre ficava alegre quando conseguia levar para a cama a mulher que queria. Droga, o que está acontecendo comigo? Por que essa tristeza que invade meu coração? Não se cansava de perguntar.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
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Um comentário:
tadinha da Ana, manda ela pra cá, eu cuido dela!
aushausas
beijos
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