terça-feira, 22 de janeiro de 2008

28 - Descobertas

D. Josefa entra no quarto e Ana tinha acabado de acordar. Dá um imenso sorriso ao ver sua mãe. Estava com saudades dela.

- Mãe. Que bom que você veio.

- Oi, minha filha. Como você está? D. Josefa diz dando um abraço e beijando sua filha no rosto.

- Estou bem melhor, mãe. Só a perna que dói e isso me incomoda um pouco.

- Mas logo você estará sem dor. Minha filha, tive tanto medo de te perder. D. Josefa fala com os olhos marejados.

- Ô, mãe. Eu tô aqui, e estou bem. Diz sorrindo, querendo apagar aquele olhar triste de sua mãe.

- Eu sei, Ana. Fala passando a mão no rosto de Ana. – Ah, a D. Silvia está aí fora.

- Está? Ana pergunta assustada.

- Sim, ela nunca arredou o pé do hospital, mesmo com você na UTI.

- Sério? Ana pergunta incrédula.

- Sim, e ela te ama, minha filha. D. Josefa diz sorrindo.

- Não, mãe. Ela não me ama. Ana diz, triste, querendo que realmente fosse verdade que Silvia a amasse.

- Minha filha, ela te ama e muito. Acredite em mim e ela confessou isso para mim.

- Mãe, eu não consigo acreditar nisso. Ana disse olhando para os olhos de sua querida mãe.

- Mas é verdade, Ana. Acredite. Só quem ama se dedica tanto assim.

- Não consigo imaginar ela me amando, mãe.

- Você ama muito ela, não é?

- Ah, mãe, sim. Demais, como nunca amei ninguém, mas ela só quer diversão. Ana diz com um olhar triste, sentindo uma vontade de chorar.

- Minha filha, acredite, ela te ama.

- Queria acreditar nisso, mãe. Mesmo. Ana estava com os olhos marejados.

- O tempo mostrará isso a você, Ana.

Conversaram sobre vários assuntos. Riram um monte. Ana sentia-se muito bem. Gostaria de acreditar no amor de Silvia. Mas não conseguia. Para alguém que sempre se relacionou por diversão e agora dizer que estava apaixonada era difícil de acreditar, mas passaria a observá-la mais atentamente.

- Minha filha, já vou. Ah, a Cássia quer vir te ver.

- Tá, peça a ela para vir.

- Direi a ela.

D. Josefa dá um beijo e um abraço na filha e sai. Sua menina está bem. E no que dependesse dela, ela e D. Silvia ficariam juntas. Pensou sorrindo.

Assim que D. Josefa sai, ela e Silvia conversam um pouco e logo depois Silvia entra no quarto. Ana dá-lhe um sorriso encantador. Silvia se derrete toda. Aproxima-se de Ana e dá-lhe um leve beijo nos lábios. Ana fica sem ação, pois não esperava um beijo nos lábios, mesmo sendo um selinho.

- Oi, Ana. Tudo bem? Silvia pergunta sorrindo encantadoramente.

- Oi, D. Silvia, tudo bem. Só a perna que dói muito.

- Bom, acho que isso é normal. E dá um sorriso cativante. – Falei com o médico. Ele disse que provavelmente em uma semana você estará recebendo alta.

- Que bom. Não gosto de hospitais. Ana disse fazendo uma careta.

- Acho que ninguém gosta. Silvia ri dela. - Conversei com sua mãe e você ficará em minha casa. Silvia determina.

- Mas, D. Silvia...

- Nada de mas, Ana. Está decidido. E depois que a sua perna sarar, você ainda terá as sessões de fisioterapia.

- Mas eu não quero dar trabalho... Ana tenta argumentar.

- Ana, está decidido e não será trabalho algum. Dá um sorriso e leva a mão ao rosto de Ana e faz um carinho.

Ana se espanta com o gesto e fica observando a mulher a sua frente. Será que sua mãe estava certa? Pensou. Bom, se fosse verdade esperaria Silvia lhe dizer. Não precipitaria nada, até porque não queria criar falsas esperanças.

- Ana, eu... eu fiquei com tanto medo de te perder. Silvia diz com seu rosto levemente avermelhado.

Ana amou vê-la assim, sem graça, parecendo estar com vergonha do que estava dizendo.

- Ficou com medo de perder a sua motorista preferida? Ana perguntou rindo.

- Não. Silvia estava séria, encarando Ana. – Fiquei com medo de perder a mulher que amo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Menina, não sou de fazer pressão a escritores pq acho que eles devem ficar bem tranqüilos para poderem produzir suas obras, mas... vou faze coro com as outras meninas: VOCÊ ESTÁ NOS TORTURANDO COM ESSES CAPÍTULOS MINÚSCULOS.rsss Vc deve tá pensando assim: mas que folgada, logo hoje que coloco 2 capítulos e ela ainda reclama! Mas minha querida, vc há de convir que esse seu conto tá bom demais, tá maravilhoso, então... não dá pra ser sensata e se contentar com o que vc nos dá. Mesmo que, de vez em quando, vc poste dois de uma só vez. rsss
Não fica chateada não tá? Te adoro
Mônica