domingo, 6 de janeiro de 2008

8 - Se apresentando ao trabalho

No dia marcado, às sete horas da manhã, Ana apresentou-se para começar a trabalhar e Célia a estava apresentando aos demais empregados. Levou-a até o quarto onde ia passar a morar a partir de agora. Era composto de uma cama de solteiro, um armário e uma cômoda. Simples, sem luxo algum, o que para ela estava ótimo. Recebeu seu novo uniforme e o vestiu.

Jaime, o motorista, estava passando algumas instruções do serviço para ela. Este seria o seu último dia de trabalho. Ele iria dirigir o carro e Ana iria ao lado apenas para observá-lo. Já estavam a postos esperando D. Silvia para ir à empresa. Ela apareceu e o coração de Ana queria saltar do peito. Sentiu a garganta seca. Somente a vira sentada e agora estava tendo a visão de seu corpo todo. Estava usando uma blusa branca e uma saia que deixava à mostra suas belas pernas. Ana não conseguia desviar o olhar da bela mulher de olhos verdes. Estava hipnotizada. Silvia parou e olhou-a de cima a baixo, fixando o olhar nos olhos de Ana, que tremeu toda.

- Bom dia Jaime, Bom dia Ana. Silvia cumprimentou-os sorrindo.

- Bom dia, D. Silvia. Ambos responderam ao mesmo tempo.

- Então Ana, está começando hoje. Seja bem vinda. Silvia disse, olhando-a nos olhos.

- Obrigada, D. Silvia. Respondeu Ana, tremendo por dentro com a intensidade do olhar da outra. Caraca, seria sempre assim? Tremeria a cada vez que ela me olhasse? Ana se perguntou.

- Vamos direto à empresa. Silvia disse e Jaime abriu a porta para que ela entrasse no carro. Após isso, Ana entrou e sentou no banco ao lado de Jaime. Estava nervosa. Ficar perto de D. Silvia mexia com ela. Precisava controlar isso. Não estava gostando de como seu corpo reagia à proximidade dela.

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Silvia quando desceu para ir até o carro e viu Ana de uniforme sentiu um arrepio no corpo inteiro. E olhou-a de cima a baixo. Ela ficava extremamente sexy de uniforme. Encarou Ana. Meu deus, era só o que faltava eu me interessar pela motorista. Pensou Silvia, se recriminando. Jamais se envolvia com empregados, sabia que se isso acontecesse era dor de cabeça na certa. Então não permitia nunca se envolver com seus subordinados.

Ana estava no banco da frente e Silvia estava olhando para ela. Não conseguia evitar de olhar para sua nuca, desceu o olhar para seu pescoço, subiu-o para seus cabelos. Teve vontade de passar a mão neles. Sentiu a umidade brotar entre suas pernas. Meu deus, estava sentindo tesão pela sua motorista. Pensou Silvia assustada com a reação de seu corpo. Teria que controlar isso. Se fosse qualquer outra mulher exerceria seu charme e a levaria para a cama. Mas sendo ela sua empregada, não seria prudente.

Chegaram na empresa e Silvia se dirigiu a sua sala. Jaime e Ana entraram em uma sala onde tinha uma mesa, cadeiras, sofá, uma televisão e um pequeno balcão.

- Bom, Ana, é aqui que eu fico, enquanto meu serviço não é solicitado.

- Humm... Legal.

- Geralmente eu fico assistindo televisão, mas se você gostar de ler é só trazer um livro. Tem dias que só saio daqui na hora do almoço quando D. Silvia tem almoço de negócios e no fim do expediente. Eu almoço aqui mesmo, no refeitório. E outras vezes quando ela sai mais cedo, vou embora mais cedo, ou ela sai mais tarde, vou embora mais tarde, ou seja, o horário dela é o meu horário.

- Entendo.

Conversaram por mais algum tempo, até que Ana, não agüentando a sua curiosidade, resolveu perguntar:

- A D. Silvia tem marido?

- D. Silvia casada? Não, menina, ela costuma dizer que nunca vai se casar.

- É mesmo? Pergunta Ana curiosíssima.

- Sim, já ouvi ela dizer que não acredita no amor.

- Poxa, uma mulher tão linda e não quer saber de se casar e nem acredita no amor, que triste! Ana comentou.

- Pois é. Ah... Preciso te avisar de uma coisa.

- Sim.

- D. Silvia preza muito pela discrição de sua vida pessoal, mas vou te alertar para uma coisa. Ela se envolve somente com mulheres...

- Com mulheres?! Pergunta Ana espantada.

- Sim, somente com mulheres, e ela costuma sempre sair com alguém nas festas que costuma ir. Tô te avisando apenas para você não se assustar.

- Ta bom, Jaime. Obrigada.

Conversaram o dia todo, Jaime contou sobre muitas coisas que D. Silvia gostava e de que maneira fossem feitas. Contou como eram as viagens para as fazendas. O dia passou rápido. E retornaram para a casa e novamente Ana sentiu aquele estremecimento pelo corpo ao ver D. Silvia.

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