domingo, 20 de janeiro de 2008

25 - Entendendo o amor

Silvia decide ir à praia pelos próximos quatro dias. Precisava refletir sua vida. Pediu que Ana a levasse e que a buscasse no quarto dia. Deu folga a ela nos demais.

Silvia andava pela areia, sentindo a água molhar seus pés. Refletia sobre sua vida. Envolvera-se com muitas mulheres, mas nenhuma a deixou neste estado. Somente Ana. Sentia febre. Sentia seu corpo queimar de desejo por ela. Isso era estar apaixonada? Essa sensação que te desnorteia e só faz querer ficar perto da pessoa desejada? Não conseguia pensar em ficar com outra mulher e depois do fiasco da última tentativa, desistira. Olhava para algumas mulheres na praia. Antes cobiçaria as que lhe chamassem a atenção, e agora vê e só pensa em Ana. Ana. Ana. Ana. Só queria Ana. Só desejava Ana. Só amava Ana. Amava? Estava amando? Meu deus, sim! Agora sabia. Entendia perfeitamente o que sentia por ela. Era amor. E pensava que era imune a ele.

Sentiu um calor gostoso no corpo ao lembrar que Ana dissera que estava apaixonada por ela. Sim, ia viver esse amor, como Ana queria. Ia se permitir ser feliz. Compreendeu que até agora sua vida fora vazia. Mas a partir de agora seria repleta de amor. Sentia-se aquecida com estes pensamentos. E assim passou os dias de reflexão.

Chegou o dia da volta. Estava ansiosa para rever Ana, contava os segundos. Suas malas já estavam prontas. Sentia-se como uma adolescente que se apaixona pela primeira vez. Riu. Bom, não era adolescente, mas essa era a primeira vez que se apaixonava por alguém, pelo menos nunca ninguém a tinha deixado neste estado. Droga, por que ela estava demorando tanto. Já estava preocupada. Já tinham se passado duas horas do combinado e nada de Ana aparecer. Ligou para o celular dela e deu fora da área de serviço. Devia estar na estrada. Seu celular toca e vê no visor que era Célia. Atende.

- D. Silvia?

- Sim, Célia. O que foi?

- Acont... aconteceu um... acidente. Gagueja Célia.

- Acidente? Como assim. Silvia pergunta pressentindo o pior. Seu coração está batendo desesperado dentro do peito.

- Um carro saiu da pista contrária e bateu no carro que Ana estava.

- O quê? Silvia se desespera. – Como ela está?

- Ela está no hospital aqui em Curitiba. Está na UTI.

- Estou indo já pra aí. Vou pegar um táxi.

Silvia chama um táxi e vai direto para o hospital. Foi a pior viagem que já fez, nunca chegava e a distância era longa. Contava os segundos. Estava agoniada ante a possibilidade de perder seu único e grande amor.

Um comentário:

Inconstant disse...

maluquinha_ccap@hotmail.comCOMO VC PARA LOGO NESSA PARTE HEM?
ASSIM N PODE GAROTA... VC VAI NOS MATAR DE CURIOSIDADE...]
BJO A SIA ISTORIA TAH OTIMA!