sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

6 - Agonia da espera

No dia seguinte, Ana estava em sua casa praticamente fazendo plantão ao lado do telefone. Não conseguira dormir à noite. Estava ansiosa pela possibilidade de conseguir o emprego. Estava ansiosa pelo fato de poder trabalhar para aquela bela mulher. Sabia que se conseguisse a vaga trabalharia muito, mas em compensação seria muito bem remunerada. Poderia dizer que para ela era o emprego dos sonhos. Já não tinha mais unhas para roer. Nunca foi de fazer isso, mas estava muito nervosa. Já eram quase onze horas da manhã e nada do telefone tocar. Já estava se desesperando pela espera. Sua mãe chegou na sala e viu a agonia de Ana.

- Minha filha, vai ficar plantada aí o dia todo? Perguntou sua mãe preocupada.

- Ai, mãe. Já tô ficando desesperada. Falou Ana aflita.

- Calma, Ana. Ela falou que ia ligar de manhã? Sua mãe perguntou.

- Não, mãe. Disse apenas que ia ligar hoje.

- Então relaxa, ainda tem tempo.

- Poxa, mãe. Preciso tanto desse emprego. Ana disse com os olhos marejados.

- Eu sei, minha filha. Tô torcendo por você. Você vai conseguir. Fé em Deus, menina!

- Eu sei, mãe. Tô rezando pra isso acontecer.

Ana acabou deitando no sofá e seu cansaço era tanto que acabou adormecendo ao lado do telefone. Sua mãe nem a chamou para almoçar, deixou Ana dormindo.

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Silvia estava analisando os três currículos dos candidatos à vaga de motorista. Todos eram excelentes profissionais. Estava propensa a contratar a mulher. Nunca imaginara uma mulher fazendo este trabalho, mas na realidade não existia nada que impedisse. Estava lembrando de como Ana era bela e um arrepio gostoso percorreu seu corpo. Estranhou a sensação. O que é isso agora, Silvia? Pensou. Estava precisando dos carinhos de sua amante Carmem, por isso sentia-se assim. Sairia hoje à noite com ela. Carmem sabia muito bem como satisfazê-la na cama. Mas antes precisaria resolver sobre a contratação do motorista. Pegou o telefone e ligou para sua governanta.

- Célia, decidi qual candidato vai ocupar a vaga.

- Ótimo. E quem será?

- Será a mulher.

- Ok. D. Silvia, ligarei para ela.

- Peça para ela providenciar tudo e que em uma semana ela comece a trabalhar para mim.

- Sim, pedirei a ela para providenciar a papelada e os exames necessários.

- Obrigada, Célia.

- Disponha, D. Silvia.

Silvia desligou o telefone e ficou pensando na sua futura motorista. Acho que vou gostar de ter uma mulher dirigindo para mim. Sorriu com o pensamento. E se caso não se agradasse do serviço dela, chamaria outro motorista. Pegou novamente o telefone e ligou para sua amante, sairiam hoje à noite. Estava com um belo sorriso nos lábios. A noite prometia.

Um comentário:

Anônimo disse...

Nossa!, teu conto tá bom D+. Todos os dias, agora, temos algo de bom nos esperando. Já tô apaixonada pela sua estória. Continue escrevendo porque voce faz isso muuuuito bem.
Beijos, Monica