quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

11 - Resoluções

Estavam de volta à Curitiba. Ana tirou a segunda-feira de folga, já que Silvia ia trabalhar em casa mesmo. Por pelo menos duas semanas, teria que andar de muletas. Fato que Silvia odiou. Resolveu que iria terminar o seu relacionamento com Carmem, e sabia que ela choraria e imploraria para que ela não a deixasse. Era sempre assim, nenhuma mulher aceitava que ela não queria mais levar adiante o relacionamento. A intenção delas era sempre a mesma: casamento. Agora, sua fixação era Ana. Precisava tê-la em sua cama nem que fosse por apenas uma vez. Sentiu-se totalmente excitada com este pensamento. Precisava seduzi-la. Ainda não sabia como fazer, mas logo teria alguma idéia. Sentia que Ana não era indiferente a ela. Já a flagrara algumas vezes a “comendo” com os olhos. Então não seria nada difícil. E que fosse para o espaço sua decisão de nunca se envolver com empregados. Seu tesão por Ana era muito maior que a sua prudência em nunca se relacionar com subordinados.

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Ana estava em sua casa, sentia muito em ficar longe de sua mãe, mas precisava do emprego. Quase todos os dias ligava para sua mãe para saber como ela estava. Estava satisfeita com seu trabalho, alguns dias eram cansativos, mas em outros era bem tranqüilo. Lembrou-se de Silvia, do episódio do pé. Sentiu o corpo arrepiar ao lembrar que abraçara ela. Tivera uma vontade enorme de beijar aquela boca maravilhosa, de descobrir os segredos daquele corpo. Caraca, estava se apaixonando pela sua patroa. Não! Isso não pode acontecer. Ela não ama ninguém, só se diverte com as mulheres. Não posso permitir isso acontecer. Não posso! É sofrimento na certa.

- Ana... Ana... ANA! Sua mãe a esta chamando.

- Hããnn... O quê?

- Poxa menina, tá no mundo da lua, é?

- Não, mãe. Estava aqui pensando. Respondeu com um sorriso.

- Eu vou lá na casa da minha irmã. Você quer ir? Perguntou.

- Ah, mãe, não quero não. Diga a ela que mandei um beijo.

- Tá, eu falo. Então tchau.

- Tchau.

Ana voltou aos seus pensamentos. É... teria que sufocar o que estava sentindo, controlar-se ao máximo. Não poderia dar bandeira. Riu. Imagine se D. Silvia vai se interessar por uma pé rapado igual a mim. É ruim, hein. Ela só escolhe mulheres lindas pelo que pude notar. Mesmo que eu quisesse, jamais teria alguma chance com ela. Jamais. Pensou.

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PS. Dizem que quem não chora, não mama..rsrs... então minha querida Aly, como o capítulo de hoje também é curtinho... e para que vc não fique tão tristinha..rsrs... posto dois... assim vc fica alegre e as demais meninas também! rsrsrs Mas não se acostumem, tá! Beijos

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