Mais três dias se passaram e tudo continuava normal. Ana retorna de mais um dia de trabalho. Desce do carro e abre a porta para Silvia sair.
- Ana, precisarei de seu serviço esta noite, pois terei uma festa para ir. Esteja aqui às 22 horas. Diz e dá mais um daqueles olhares frios.
- Sim, senhora. Responde Ana, sentindo falta dos olhares quentes e sorrisos cativantes. Depois do episódio da visita em seu quarto, Silvia nunca mais lhe dera um sorriso. Nenhum! Por que não a demitia logo, assim acabava com essa situação. Pensava Ana.
Ana vai em direção ao seu quarto, cabisbaixa e mais uma vez chora. Esta situação estava insuportável. Não agüentava mais. Cada olhar frio que recebia de Silvia era como se arrancasse um pedacinho do seu coração. Resolve tomar um banho e comer alguma coisa. Levaria Silvia para uma festa e sabe-se lá que horas voltaria para cá.
Silvia está em seu quarto, está deitada. Estava fazendo um esforço tremendo para mostrar a Ana que não se importara com a rejeição. Mas estava sofrendo. A vontade que tinha quando a via, era de abraçá-la. Sentia falta daquela boca, daquelas mãos em seu corpo. Sonhava constantemente com ela, sonhava que estavam fazendo amor. Esta noite sairia com uma mulher. Precisava mostrar a ela que tinha quem a queria. Seria sua pequena vingança.
No horário combinado, Ana já a estava esperando. Silvia estava belíssima num vestido longo, uma fenda deixava uma de suas pernas à mostra. Ana engoliu em seco ao vê-la. Sentiu seu corpo arder de desejo e recriminou-se por isto. Abriu a porta para ela entrar e então seguiram para a tal festa.
Por volta de uma hora da manhã, Silvia agarrada com outra mulher, aparece para entrar no carro. Ana ao ver sente um soco no estômago, e seu corpo gelar. Abre a porta para elas. Silvia pede para levá-las ao motel. Diz qual é e fica aos beijos e abraços com a mulher. Ana queria sumir dali. Sente vontade de chorar. Por várias vezes sua visão é embaçada pelas lágrimas que teimam em querer sair. Seu coração estava dilacerado.
Chegam ao motel e Silvia pede para Ana esperar por ela. Sente um prazer imenso ao fazer isso. Ana se desespera. Isso não pode estar acontecendo, Silvia nunca fizera isso. Pensou Ana. Sabia que quando ela ia a motéis, ela mesma dirigia seu carro. Compreendeu o que ela queria. Mostrar que podia ter a mulher que quisesse e estava esfregando isso na sua cara. Caiu num choro sentido. Por que fora se apaixonar por ela? Droga... Não merecia isso. O tempo passava e Ana, extremamente cansada, caiu no sono sentada no banco do motorista.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
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