Silvia acabava de fazer uma ligação telefônica pelo seu celular. Falava com sua secretária, pois teria uma importantíssima reunião daqui a três horas. Era dona de uma grande empresa do setor frigorífico. Exercia o cargo de presidente. Tinha 43 anos e nunca se casara. Não acreditava no amor. Era mulher prática e não se deixava levar pelo romantismo, julgava ser característica que “enfraquecia” as pessoas. Tivera inúmeros relacionamentos, mas todos foram de curta duração, quando sentia que a mulher estava de quatro por ela, caía fora. Sentia-se bem desta forma e gostava de estar sempre no comando da situação. Podia-se dizer que nunca sofrera por amor, já que nunca se apaixonara. Acreditava ser imune a isso.
Seus belos olhos verdes passearam pelo corpo adormecido de sua bela amante sob os lençóis. Carmem era seu caso atual, uma jovem mulher de 25 anos, extremamente fogosa, que conhecera em uma das festas que costumava freqüentar. Geralmente sempre saía das festas com alguma mulher. Sentiu novamente o desejo se aflorando. Tivera uma ótima noite de puro prazer. Estavam em um motel. Nunca levava suas amantes para sua casa, justamente para não dar a elas a sensação de intimidade. Não permitia que nenhuma mulher “invadisse” a sua vida. Aproximou-se da mulher, passando suas mãos pelo corpo dela, tirando o lençol e começando a beijar seu corpo, acordando-a. Carmem deu um sorriso e puxou Silvia, que estava nua, para cima dela. Beijam-se com extremo desejo e novamente começam a se amar.
Duas horas depois, Silvia está em sua casa, pronta para ir ao seu trabalho. Está vestida com um dos seus típicos terninhos e seu cabelo está preso. Seu cabelo é liso, castanho claro e na altura dos ombros. Seu motorista, Jaime, que trabalha para ela já há quinze anos, a estava esperando para irem à empresa. Embora Silvia soubesse dirigir, ela odiava, preferia pagar para alguém fazer isso por ela. Para todos os lugares que ia, com exceção dos motéis, sempre saía com seu motorista. Por isso, deveria ser alguém extremamente confiável e discreto, já que conhecia a sua rotina diária. Constantemente precisava viajar para visitar suas fazendas de criação de gado, e sempre seu motorista a levava. Chegou até ele, que abriu-lhe a porta do carro.
- Bom dia, Jaime.
- Bom dia D. Silvia.
- Vamos direto para a empresa.
- Sim, senhora.
Entrou no carro e seguiram em direção à empresa. Chegando lá, conversou com sua secretária Luísa e acertaram os últimos detalhes para a reunião que começaria em alguns minutos. Todos os diretores estavam presentes, aguardando ao seu sinal.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
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